Marley & Eu, Jonh Gorgan
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A culpa é nossa!
"Um cão não tem necessidade nenhuma de carros sofisticados ou de casas sumptuosas ou de roupas da moda. Os símbolos de status não lhe dizem nada. Um pau lambido pelo mar serve perfeitamente. Um cão não julga os outros pela cor da pele, credo religioso ou classe social, mas sim por o que elas têm dentro de si mesmas. Um cão não se interessa em saber se somos ricos ou pobres, educados ou iletrados, burros ou inteligentes. Dêem-lhe o vosso coração que ele dar-vos-á o seu. As coisas são na realidade bastante simples, e no entanto somos nós, os humanos, muito mais sábios e sofisticados, quem sempre teve dificuldade em discernir o que é realmente importante ou não."
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sempre
Com a certeza de que tudo vai mudar, mas há coisas que permanecem.
Sentimentos como estes são imutáveis, e sò progridem para mais e melhor.
Olhares destes são esculpidos na nossa mente, reflectidos no nosso pensamento, e tornam-se eternos.
Ressuscitados a cada momento.
Para sempre.
Coisas inesplicáveis que se tornam lógicas na tua presença. Justificações passíveis de serem dadas.
Coração fora de mim, só teu.
Para sempre.
Respiração ofegante e incontrolada, que se torna inaudível na tua presença.
O cérebro deixa de distinguir acaso de destino, e o que importa é que tudo acontece.
Para sempre!
SEMPRE
Sentimentos como estes são imutáveis, e sò progridem para mais e melhor.
Olhares destes são esculpidos na nossa mente, reflectidos no nosso pensamento, e tornam-se eternos.
Ressuscitados a cada momento.
Para sempre.
Coisas inesplicáveis que se tornam lógicas na tua presença. Justificações passíveis de serem dadas.
Coração fora de mim, só teu.
Para sempre.
Respiração ofegante e incontrolada, que se torna inaudível na tua presença.
O cérebro deixa de distinguir acaso de destino, e o que importa é que tudo acontece.
Para sempre!
SEMPRE
sábado, 23 de janeiro de 2010
"Liberdade"
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade"
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Zé Diogo Quintela e a sua crónica: "Deixai adoptar as criancinhas"
"O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado, mas sem possibilidade de adopção. Acho que é injusto. Nomeadamente, é injusto para os casais heterossexuais. Se os homossexuais têm o casamento, então deviam levar com o casamento todo. O casamento não é só coisas boas. Também há os filhos. E é injusto beneficiar um casal homossexual, que assim evita chegar um dia a casa e ter as paredes da sala todas pintadas com marcadores fluorescentes. Evita ir às urgências, tirar um berlinde de um nariz. Não são mais do que nós, para terem um casamento de primeira, em que são poupados à experiência de aturar um adolescente durante a idade do armário. Que é a altura do desenvolvimento humano em que percebemos porque é que não é boa ideia ter-se armas em casa. Ao alcance dos pais.
Há quem diga que temos de pensar no que as crianças podem vir a passar na escola, por terem dois pais ou duas mães. "E se eu tivesse dois pais, como é que teria sido a minha vida na escola?" Não posso responder por ninguém, mas a minha teria sido igualzinha ao que foi. Os meus colegas nunca conheceram os meus pais. Nem o meu pai, nem a minha mãe iam à escola. Nunca foram assistir aos meus teatrinhos. Nunca iam às reuniões de pais. Em toda a sua vida parental só foram a uma: a primeira do meu irmão mais velho. Depois disso decidiram que era uma inútil perda de tempo. Não me parece que, se por acaso fossem homossexuais, tivessem aparecido mais. Os meus colegas nunca souberam se fui criado pelo meu pai e pela minha mãe, pelos meus avós, por um casal de decoradores ou por uma loba.
Teme-se que os filhos de casais de homossexuais sejam alvo de gozo e que isso os possa traumatizar. Um argumento que também não me comove. É que eu sou adepto do Sporting desde miúdo. Os 18 anos de seca coincidiram com a minha idade escolar. Sei bem o que é ser gozado nas aulas todas as segundas-feiras, depois de uma derrota com o Covilhã ou com o Penafiel, era achincalhado pelos mini-lampiões, que nesse tempo até ganhavam com alguma regularidade (parece incrível, eu sei). Podem crer que trocaria vitórias do Sporting por pais homossexuais. Principalmente à segunda-feira. Não podendo, então não me importava de acumular: má época do Sporting com duas mães camionistas. Talvez desviasse a atenção do infortúnio sportinguista. "Ó Quintela, gostas mais da mamã ou da mamã?", diriam os gozões no início da semana, esquecendo o ridículo empate frente a O Elvas. Quem me dera...
Outra advertência é feita por quem acha que uma criança adoptada por dois homossexuais pode sentir-se chocada com as manifestações de carinho entre o casal. Não tenho dúvidas de que isso aconteça. É naturalíssimo. Quem já teve o azar de ver o pai e a mãe no meio da marmelada sabe que é chocante. A sexualidade dos pais, hetero ou homo, é sempre desconfortável. Uma vez apanhei o meu pai a beijar a minha mãe e deixei de conseguir ver filmes com cenas de sexo durante seis meses. Quem acha que a sexualidade dos pais pode influenciar a sexualidade dos filhos não conhece esta mecânica. É óbvio que influencia: quando pensamos nos nossos pais juntos na cama, o embaraço é tanto que só nos apetece a castidade.
Claro que vai haver sempre casos de crianças que vão dizer: "Não quero ir viver com este dois maricas. Prefiro voltar para o meu papá, que pode beber um bocadinho e queimar-me com cigarros nas costas, mas é um homem à séria. Fez 12 filhos, a maior parte à minha mãe. Mas, como o meu papá ainda está em Vale de Judeus por ter matado a minha mãe, vou antes ficar por aqui, à guarda do Estado. Comem-se as melhores papas de aveia!" Nestes casos, faça-se a vontade à criança.
Espero que em breve os casais de pessoas do mesmo sexo sejam autorizados a adoptar. Talvez daqui a dois, três anos, seja uma boa altura. Agora, não. É deixá-los desfrutar. Toda a gente sabe que não se devem estragar os primeiros anos de casamento indo logo ter filhos."
José Diogo Quintela, in Publico (numa das ultimas edições)
Há quem diga que temos de pensar no que as crianças podem vir a passar na escola, por terem dois pais ou duas mães. "E se eu tivesse dois pais, como é que teria sido a minha vida na escola?" Não posso responder por ninguém, mas a minha teria sido igualzinha ao que foi. Os meus colegas nunca conheceram os meus pais. Nem o meu pai, nem a minha mãe iam à escola. Nunca foram assistir aos meus teatrinhos. Nunca iam às reuniões de pais. Em toda a sua vida parental só foram a uma: a primeira do meu irmão mais velho. Depois disso decidiram que era uma inútil perda de tempo. Não me parece que, se por acaso fossem homossexuais, tivessem aparecido mais. Os meus colegas nunca souberam se fui criado pelo meu pai e pela minha mãe, pelos meus avós, por um casal de decoradores ou por uma loba.
Teme-se que os filhos de casais de homossexuais sejam alvo de gozo e que isso os possa traumatizar. Um argumento que também não me comove. É que eu sou adepto do Sporting desde miúdo. Os 18 anos de seca coincidiram com a minha idade escolar. Sei bem o que é ser gozado nas aulas todas as segundas-feiras, depois de uma derrota com o Covilhã ou com o Penafiel, era achincalhado pelos mini-lampiões, que nesse tempo até ganhavam com alguma regularidade (parece incrível, eu sei). Podem crer que trocaria vitórias do Sporting por pais homossexuais. Principalmente à segunda-feira. Não podendo, então não me importava de acumular: má época do Sporting com duas mães camionistas. Talvez desviasse a atenção do infortúnio sportinguista. "Ó Quintela, gostas mais da mamã ou da mamã?", diriam os gozões no início da semana, esquecendo o ridículo empate frente a O Elvas. Quem me dera...
Outra advertência é feita por quem acha que uma criança adoptada por dois homossexuais pode sentir-se chocada com as manifestações de carinho entre o casal. Não tenho dúvidas de que isso aconteça. É naturalíssimo. Quem já teve o azar de ver o pai e a mãe no meio da marmelada sabe que é chocante. A sexualidade dos pais, hetero ou homo, é sempre desconfortável. Uma vez apanhei o meu pai a beijar a minha mãe e deixei de conseguir ver filmes com cenas de sexo durante seis meses. Quem acha que a sexualidade dos pais pode influenciar a sexualidade dos filhos não conhece esta mecânica. É óbvio que influencia: quando pensamos nos nossos pais juntos na cama, o embaraço é tanto que só nos apetece a castidade.
Claro que vai haver sempre casos de crianças que vão dizer: "Não quero ir viver com este dois maricas. Prefiro voltar para o meu papá, que pode beber um bocadinho e queimar-me com cigarros nas costas, mas é um homem à séria. Fez 12 filhos, a maior parte à minha mãe. Mas, como o meu papá ainda está em Vale de Judeus por ter matado a minha mãe, vou antes ficar por aqui, à guarda do Estado. Comem-se as melhores papas de aveia!" Nestes casos, faça-se a vontade à criança.
Espero que em breve os casais de pessoas do mesmo sexo sejam autorizados a adoptar. Talvez daqui a dois, três anos, seja uma boa altura. Agora, não. É deixá-los desfrutar. Toda a gente sabe que não se devem estragar os primeiros anos de casamento indo logo ter filhos."
José Diogo Quintela, in Publico (numa das ultimas edições)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Arrepiante
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
"Facidades"
Em tudo há das duas faces:
O Alfa...e o Omega, princípio e fim. Yng e Yang. Preto e branco, bom e mau. Muito e pouco. Simpático e antipático.
E o reverso da gargalhada?
Será o silêncio, a tristeza, a melancolia e a ingenuidade?
Talvez sim. Se gargalhada for sinceridade, for genuina e sinónimo de alegria.
Mas...e quando a gargalhada não for nada disso? Se a gargalhada for maléfica e insensata, desumana. Mesquina.
Aí talvez a outra face seja o sorriso. A expressão sincera do espirito. Espelho de almas e de corações. Fonte de intrepretações de humores, amores.
Faces que se completam. Que se opoem. Misturam.
O Alfa...e o Omega, princípio e fim. Yng e Yang. Preto e branco, bom e mau. Muito e pouco. Simpático e antipático.
E o reverso da gargalhada?
Será o silêncio, a tristeza, a melancolia e a ingenuidade?
Talvez sim. Se gargalhada for sinceridade, for genuina e sinónimo de alegria.
Mas...e quando a gargalhada não for nada disso? Se a gargalhada for maléfica e insensata, desumana. Mesquina.
Aí talvez a outra face seja o sorriso. A expressão sincera do espirito. Espelho de almas e de corações. Fonte de intrepretações de humores, amores.
Faces que se completam. Que se opoem. Misturam.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Temporada
Assim que cruzei a esquina, o arrepio surguiu. À medida que avançava, avançava também a ansiedade. O calor abrasador do mês de Julho refectido nas janelas envidraçadas com caixilhos de madeira, dava a ilusão que pela rua voavam fadas incandescentes. A meio da rua fui tentada a parar, abrandei o ritmo, mas depressa acelerei o passo. Respirei fundo, como que ganhando coragem para continuar, e depressa me chegou o cheiro a maresia. Estava perto...do mar! Fechei os olhos e sem esforço a minha mente me colocou a pisar as ondas, a mergulhar na imensa água salgada.
Belisquei a palma da minha mão. "Acorda!" disse para mim mesma.
E prossegui caminho.
Cheguei então à cabana. Surpreendi-me ao dar conta que ainda me lembrava de tanta coisa.
Ouvi os passos do velho
- Já chegaste. - disse ele.
- Estou aqui, tal como pediu nas cartas que escreveu.
Com a expressão mais sábia que alguma vez vira, esticou a mão, que trazia uma caixa de madeira carcomida pela salinidade da maresia. Os olhos reflectiam um castanho vivido, uma tonalidade que ia desde a avelã ao madeira, luminoso, brilhante. Consegui ver-me ao espelho neles, e constactei, pela primeira vez em muitos anos que envelhecera mais do que devia.
Estiquei a mão, um pouco apreensiva. Mas o sorriso do velho homem encorajou-me a avançar.
- Foste tu que escreveu o que ai se encontra dentro. Tinhas 5 anos, e garantiste que ias ser assim, e ser feliz. Quando terminaram as tuas férias, despediste-te de mim tão a correr, que esqueceste isto.
E tinha esquecido. Até aquele dia.
- Obrigada. - Murmurei. E não resisti a abraçar o velho Homem, que tinha como nome Tobias.
Voltei costas e fui-me embora. Caminhei em direcção ao mar, dei um mergulho, e procurei uma rocha para me sentar. Deixei que o escaldante sol secasse a minha pele, e enquanto isso várias perguntas surguiram. Como se lembrava o homem de mim? como conseguiu a minha morada?
Lemtamente, abri a caixa. Desenrolei a velha folha de rescunho que em tempos tinha sido a infomação de que o velho tinha uma consulta.
E li, palavra a palavra, o que uma menina de 5 anos, a muito tempo atraz escrevera. A letra era imprecisa, e muitas vezes desenhada ao contrário.
Os desejos, simples e directos. Uns mais que outros, eram típicos de uma criança sonhadora. E a mulher que os lia, percebia o quanto tinha mudado. O quanto leis, regas sociais, e os outros, influenciam cada objectivo da nossa vida. Seja ele feito aos 5 anos, ou aos 50...
Levantou-se da rocha. Fez uma longa caminhada à beira mar.
Os sonhos que tinha, ainda os tem, um por um, ainda fazem parte do reportório de desejos que desde à tanto tempo habita nela. faltou audácia, preserverança, faltou tempo para ter tempo de por as coisas em ordem. E não consguiu dar a volta ás coisas, porque esta mulher, não era feliz!
Belisquei a palma da minha mão. "Acorda!" disse para mim mesma.
E prossegui caminho.
Cheguei então à cabana. Surpreendi-me ao dar conta que ainda me lembrava de tanta coisa.
Ouvi os passos do velho
- Já chegaste. - disse ele.
- Estou aqui, tal como pediu nas cartas que escreveu.
Com a expressão mais sábia que alguma vez vira, esticou a mão, que trazia uma caixa de madeira carcomida pela salinidade da maresia. Os olhos reflectiam um castanho vivido, uma tonalidade que ia desde a avelã ao madeira, luminoso, brilhante. Consegui ver-me ao espelho neles, e constactei, pela primeira vez em muitos anos que envelhecera mais do que devia.
Estiquei a mão, um pouco apreensiva. Mas o sorriso do velho homem encorajou-me a avançar.
- Foste tu que escreveu o que ai se encontra dentro. Tinhas 5 anos, e garantiste que ias ser assim, e ser feliz. Quando terminaram as tuas férias, despediste-te de mim tão a correr, que esqueceste isto.
E tinha esquecido. Até aquele dia.
- Obrigada. - Murmurei. E não resisti a abraçar o velho Homem, que tinha como nome Tobias.
Voltei costas e fui-me embora. Caminhei em direcção ao mar, dei um mergulho, e procurei uma rocha para me sentar. Deixei que o escaldante sol secasse a minha pele, e enquanto isso várias perguntas surguiram. Como se lembrava o homem de mim? como conseguiu a minha morada?
Lemtamente, abri a caixa. Desenrolei a velha folha de rescunho que em tempos tinha sido a infomação de que o velho tinha uma consulta.
E li, palavra a palavra, o que uma menina de 5 anos, a muito tempo atraz escrevera. A letra era imprecisa, e muitas vezes desenhada ao contrário.
Os desejos, simples e directos. Uns mais que outros, eram típicos de uma criança sonhadora. E a mulher que os lia, percebia o quanto tinha mudado. O quanto leis, regas sociais, e os outros, influenciam cada objectivo da nossa vida. Seja ele feito aos 5 anos, ou aos 50...
Levantou-se da rocha. Fez uma longa caminhada à beira mar.
Os sonhos que tinha, ainda os tem, um por um, ainda fazem parte do reportório de desejos que desde à tanto tempo habita nela. faltou audácia, preserverança, faltou tempo para ter tempo de por as coisas em ordem. E não consguiu dar a volta ás coisas, porque esta mulher, não era feliz!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
8760 horas de Sorrisos
O fim de tarde era sombrio, e de tão sombrio a mente encarava já com noite. Caminhava entre as sombras da cidade, querendo chegar á meta (será que ela existia?!). De quando em vez, arrepiava-me, e com esse arrepio vinha uma recordação. A tristeza que se sente quando alguem de quem gostamos não está - a tão Portuguesa Saudade - faz-me fazer um flash-back deste ultimo ano, mas depressa carrego na "pausa". Para que isto serve?! O que vai mudar no passado?! O que o presente altera?!
Talvez so no futuro tenhamos a resposta. Só no futuro saberei como foi o passado - as consequencias que ele tem -, mas sei, porque o estou a viver, que o presente é agora. Estou a sorrir, talvez o presente não
seja tão mau como as lagrimas já vertidas faziam parecer.
Não como passas, não gosto! Desejos peço-os quando vejo uma estrela, ou quando me apetece. Quando for meia-noite, não me devo lembrar de pedir os 12 desejos, mas vou saborear cada momento das 12 badaladas, como espero saborear cada um dos 12 meses, das 52 semanas, dos 365 dias deste novo ano, com o unico desejo: o de quando pensar em 2010 como "ano velho", ter a certeza que vivi o que havia para viver, que não deixei nada por dizer, nenhuma opurtunidade escapar... Então, terei a certeza de qual foi a meta. Mas isso contará para alguma coisa?
FELIZ ANO 2010 :)
Talvez so no futuro tenhamos a resposta. Só no futuro saberei como foi o passado - as consequencias que ele tem -, mas sei, porque o estou a viver, que o presente é agora. Estou a sorrir, talvez o presente não
seja tão mau como as lagrimas já vertidas faziam parecer.
Não como passas, não gosto! Desejos peço-os quando vejo uma estrela, ou quando me apetece. Quando for meia-noite, não me devo lembrar de pedir os 12 desejos, mas vou saborear cada momento das 12 badaladas, como espero saborear cada um dos 12 meses, das 52 semanas, dos 365 dias deste novo ano, com o unico desejo: o de quando pensar em 2010 como "ano velho", ter a certeza que vivi o que havia para viver, que não deixei nada por dizer, nenhuma opurtunidade escapar... Então, terei a certeza de qual foi a meta. Mas isso contará para alguma coisa?
FELIZ ANO 2010 :)
De profundis
Encontro, algures na minha natureza, alguma coisa que me diz que não há nada no mundo que seja desprovido de sentido, e muito menos o sofrimento. Essa qualquer coisa, escondida no mais fundo de mim, como um tesouro num campo, é a humildade. É a última coisa que me resta, e a melhor (…). Ela veio-me de dentro de mim mesmo e sei que veio no bom momento. Não teria podido vir mais cedo nem mais tarde. Se alguém me tivesse falada dela, tê-la-ia rejeitado. Se ma tivessem oferecido, tê-la-ia rejeitado (…). É a única coisa que contém os elementos da vida, de uma vida nova (…). Entre todas as coisas ela é a mais estranha (…). É somente quando perdemos todas as coisas que sabemos que a possuímos.
(Oscar Wilde, in “De Profundis”)
Encontro, algures na minha natureza, alguma coisa que me diz que não há nada no mundo que seja desprovido de sentido, e muito menos o sofrimento. Essa qualquer coisa, escondida no mais fundo de mim, como um tesouro num campo, é a humildade. É a última coisa que me resta, e a melhor (…). Ela veio-me de dentro de mim mesmo e sei que veio no bom momento. Não teria podido vir mais cedo nem mais tarde. Se alguém me tivesse falada dela, tê-la-ia rejeitado. Se ma tivessem oferecido, tê-la-ia rejeitado (…). É a única coisa que contém os elementos da vida, de uma vida nova (…). Entre todas as coisas ela é a mais estranha (…). É somente quando perdemos todas as coisas que sabemos que a possuímos.
(Oscar Wilde, in “De Profundis”)
domingo, 27 de dezembro de 2009
"A festa da Vida"
Que venha o sol o vinho e as flores
Marés, canções de todas as cores
Guerras esquecidas por amores;
Que venham já trazendo abraços
Vistam sorrisos de palhaços
Esqueçam tristezas e cansaços;
Que tragam todos os festejos
E ninguém se esqueça de beijos
Que tragam pendas de alegria
E a festa dure até ser dia;
Que não se privem nas despesas
Afastem todas as tristezas
Pão vinho e rosas sobre as mesas;
Que tragam cobertores ou mantas
E o vinho escorra p'las gargantas
E a festa dure até às tantas;
Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!
Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!
José Niza
Marés, canções de todas as cores
Guerras esquecidas por amores;
Que venham já trazendo abraços
Vistam sorrisos de palhaços
Esqueçam tristezas e cansaços;
Que tragam todos os festejos
E ninguém se esqueça de beijos
Que tragam pendas de alegria
E a festa dure até ser dia;
Que não se privem nas despesas
Afastem todas as tristezas
Pão vinho e rosas sobre as mesas;
Que tragam cobertores ou mantas
E o vinho escorra p'las gargantas
E a festa dure até às tantas;
Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!
Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!
José Niza
domingo, 13 de dezembro de 2009
Marionete
"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.
Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.
Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.
Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."
(supostamente escrito por Gabriel García Marquez, quando se tornou público que este teria uma doença terminal. O escritor desmente tal autoria. Mas o texto continua a ser digno de aplausos!)
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.
Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.
Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.
Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."
(supostamente escrito por Gabriel García Marquez, quando se tornou público que este teria uma doença terminal. O escritor desmente tal autoria. Mas o texto continua a ser digno de aplausos!)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Isto:
Sem recantos.
É assim que vejo este cantinho virtual. Aqui tudo é direito, plano...Aqui tudo é mais do que o ecrã do computador, aqui as palavras matamorfam-se e ganham forma. Viajam, cantam, riem, falam coisas sem sentido, e até conta o que outros disseram.
Sem preconceitos.
Sem duplos sentidos ou verdades escondidas.
Porque a piada da coisa (este jeito esquesito de brincar com palavras e divagar sabe-se la por onde) está em que, sem cantos podemos ir aonde quisermos, como que de uma volta ao mundo se tratasse. Chegamos ao ponto de partida, mas lá há sempre um outro inicio.
E cada um vai para onde quer. Cada um ao ler intrepreta o que a sua imaginação deixa, encanta-se por coisas que o fantastico que habita e cada um permite.
Porque cada um tem uma intrepretação...diferente!
É assim que vejo este cantinho virtual. Aqui tudo é direito, plano...Aqui tudo é mais do que o ecrã do computador, aqui as palavras matamorfam-se e ganham forma. Viajam, cantam, riem, falam coisas sem sentido, e até conta o que outros disseram.
Sem preconceitos.
Sem duplos sentidos ou verdades escondidas.
Porque a piada da coisa (este jeito esquesito de brincar com palavras e divagar sabe-se la por onde) está em que, sem cantos podemos ir aonde quisermos, como que de uma volta ao mundo se tratasse. Chegamos ao ponto de partida, mas lá há sempre um outro inicio.
E cada um vai para onde quer. Cada um ao ler intrepreta o que a sua imaginação deixa, encanta-se por coisas que o fantastico que habita e cada um permite.
Porque cada um tem uma intrepretação...diferente!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ainda a Respeito de Sorrisos...
"Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.
Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.
O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso"
José Saramago.
Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.
O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso"
José Saramago.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Espelho da Alma
Sorriso.
A expressão sincera do espirito. Espelho de almas e de corações. Fonte de intrepretações de humores, amores, felicidades e ambiguidades.
Pode ser fútil ou genúino. Salta barreiras de todo tipo. Culturais - tudo o que o homem constrói - e naturais - tudo o que Alguém criou.
Sorrimos a um velhinho. E a uma criança. E a alguém que nos simpatiza e enche ego - quer ele seja mau ou bom!
Dá-nos Carisma. Faz de uma simples contracção muscular um Cartão de visita.
É o elo da primeira impressão com a impressão final.
Pode fazer a diferença infinita entre o Sim e o Não.
Transforma um dia mau num dia bom.
O sorriso também segreda Obrigados, Agradecimentos, Pedidos de Desculpa, Súplicas. Sentimentos
O sorriso nasce das entranhas do ser. Percorre cada recordação, cada memória, cada célula do nosso corpo e da nossa alma.
A expressão sincera do espirito. Espelho de almas e de corações. Fonte de intrepretações de humores, amores, felicidades e ambiguidades.
Pode ser fútil ou genúino. Salta barreiras de todo tipo. Culturais - tudo o que o homem constrói - e naturais - tudo o que Alguém criou.
Sorrimos a um velhinho. E a uma criança. E a alguém que nos simpatiza e enche ego - quer ele seja mau ou bom!
Dá-nos Carisma. Faz de uma simples contracção muscular um Cartão de visita.
É o elo da primeira impressão com a impressão final.
Pode fazer a diferença infinita entre o Sim e o Não.
Transforma um dia mau num dia bom.
O sorriso também segreda Obrigados, Agradecimentos, Pedidos de Desculpa, Súplicas. Sentimentos
O sorriso nasce das entranhas do ser. Percorre cada recordação, cada memória, cada célula do nosso corpo e da nossa alma.
E brota no rosto, sempre com segredo diferente para contar, com um silêncio energético e vibrante, que muda cada instante da nossa vida.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Réponse
Pensei, ao escrever este titulo, em falar da querida professora de Françês que tive ao longo do 3º ciclo. O seu amor e dedicação ao ensino dariam muito "pano para mangas"..
Mas não é disso que vou falar. Réponse é a palavra-mãe da portuguesa "responsabilidade". E significa resposta. Responsabilidade é o acto de responder perante uma situação, uma ocasião. E por defeito, associamos a falta de responsabilidade a "coisas más". Mas também pode ser "coisas boas".
É falta de responsabilidade não assumir uma opinião. Não encarar uma situação. Fazer uma "coisa boa", mas sem ser com o coração. Dizer aquilo que não se sente.
Falta de responsabilidade é isto. Por causa daquilo. Por causa de nós.
Mas não é disso que vou falar. Réponse é a palavra-mãe da portuguesa "responsabilidade". E significa resposta. Responsabilidade é o acto de responder perante uma situação, uma ocasião. E por defeito, associamos a falta de responsabilidade a "coisas más". Mas também pode ser "coisas boas".
É falta de responsabilidade não assumir uma opinião. Não encarar uma situação. Fazer uma "coisa boa", mas sem ser com o coração. Dizer aquilo que não se sente.
Falta de responsabilidade é isto. Por causa daquilo. Por causa de nós.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
REconhecer o país..
"Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE. Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial em tecnologia de transformadores. Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema
biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso."
Acabou o artigo. Porque é que esses técnicos e gestores tão bons não estão no governo?
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema
biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso."
Acabou o artigo. Porque é que esses técnicos e gestores tão bons não estão no governo?
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Historicar

"Era uma vez...um menino...e uma menina...que eram muito amigos..."
E a seguir? Um sem número de possibilidades! Um leque enorme de verbos, adjectivos, pronomes...uma alargada gama de classes gramaticais, regras lexicais e formais.
E como para qualquer texto, é necessário imaginação e audácia. Perspicácia. Sentido de oportunidade, para não deixar escapar a oportunidade, quiçá única, de mudar o rumo da história.
E deixamo-nos levar pelas palavras, provenientes do mais íntimo lugar da nossa mente, do nosso coração. Deixar as palavras fluir e brincar com elas. Não saber a receita, mas mesmo assim chegar ao resultado final.
Sorrir, pensar em silencio e com a música da voz.
E sem dar conta, fazer o fim, do princípio (seja ele qual for!) da história.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
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