terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais do que dizer,

A noite era fria. De um inesgotável sentido de humor nascem amizades que se prolongam noite a dentro, vida fora...
De (re)encontros se formam novas perspectivas de uma realidade feérica e sobre natural. Trespassa-nos o não querermos transparecer. Soluçamos verdades congeladas por aquela noite tão gelada...cantamos sozinhos melodias sem musica, de quem nunca mais se lembramos da letra.
De quando em vez, em sintonia com o pensamento, uma estrela cadente dá-nos coragem para sorrir e seguir em frente. Para agarrar com a bênção da sorte – acaso – do destino a oportunidade de ser tudo.
Completamente vazio, o balão de Hélio voa e mostra a quem se aventura o bom que é andar no céu.
Cheios disto que tanto é, e que tanto se desvaloriza, já andei por sítios onde nunca esperei ir. Mundos mágicos muito, muito especiais, que sempre andaram pela esquina da nossa vida. Com as portas deste Mundo tão nosso abertas, viajamos sem bilhete pela imaginação, pela felicidade, pela luz...
Não conta nada do que se espera que conte. Somos livres antes de sermos qualquer coisa, e a tal magia faz com que aconteça o que o coração manda. E que se lixe tudo. Tudo conta, e tudo não serve para nada, tudo é quente com tanto disto, com tanto de nós. Ganhamos mutuamente, independente do que venha, do que exista, do que se tenha coragem para fazer.

Teremos sempre aquele lugar especial.

domingo, 25 de abril de 2010

Espingardas em Flor

Foi contra os "não digas isso", os "não faças aquilo", foi contra o "quero fazer mas não posso". Há 36 anos por esta altura, foi por isso que se lutou. Por uma liberdade justa, e transparente. Por uma liberdade com responsabilidade, e com igualdade. Para sorrisos abertos, e mentes adequadas ao século que se vivia. Foi graças ás vozes que não se calaram, aos que negaram cruzar os braços, aos que decidiram dizer o que achavam, e fazer o que pensavam, que posso estar hoje a escrever sem sofrer censura, que posso estar numa escola com rapazes e raparigas, que posso beber coca-cola, e ler e ouvir a musica que quero, e aprender coisas realmente importantes. Foi graças ao dia 25 de Abril de 1974 que sou livre. Que posso quebrar a liberdade e sofrer as consequências. Que posso ser eu sem medo de ir presa, ser torturada, mutilada, ou olhada de lado (bem, olhada de lado, nem sempre...)
O 25 de Abril começou à 36 anos, mas ainda não acabou. Passo a passo, dia a dia, cada um de nós faz uma pouco desta revolução, ao expressar-se quando ninguém espera, ao contrariar uma opinião, ao dizer "não" ou a ter o direito de não estar satisfeito com as coisas.
O Mundo não tem de ser poticamente correcto. Defeitos existem e são para nos tornar ainda mais únicos neste cosmos. A liberdade existe não para ser quebrada ou censurada, mas para ser responsabilizada.
Como li à uns tempos num jornal: "Educar e viver em liberdade dá mais trabalho, mas também vale mais a pena".

Olá, calor!

O calor descongela ideias.  Amadurece frutos. Faz-nos rir. 
O calor faz-nos ficar assim, felizes sem motivo.
Mesmo sem motivo nenhum.  
E o brilho nos olhos permanece...

sábado, 24 de abril de 2010

Um outro lado...da moeda

A "Fúria Divina", de José Rodrigues dos Santos, Gravida 2009.

É sempre mais fácil julgar do que perceber. Um novo ponto-de-vista para olharmos para a cultura Islâmica, e para olharmos para o nosso Mundo. 

Poema da Terra Adubada

Por detrás das árvores não se escondem faunos, não.
Por detrás das árvores escondem-se os soldados
com granadas de mão.

As árvores são belas com os troncos dourados.
São boas e largas para esconder soldados.

Não é o vento que rumoreja nas folhas,
não é o vento, não.
São os corpos dos soldados rastejando no chão.

O brilho súbito não é do limbo das folhas verdes reluzentes.
É das lâminas das facas que os soldados apertam entre os dentes.

As rubras flores vermelhas não são papoilas, não.
É o sangue dos soldados que está vertido no chão.

Não são vespas, nem besoiros, nem pássaros a assobiar.
São os silvos das balas cortando a espessura do ar.


Depois os lavradores
rasgarão a terra com a lâmina aguda dos arados,
e a terra dará vinho e pão e flores
adubada com os corpos dos soldados.


António Gedeão, in 'Linhas de Força'

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Certamente

A diferença entre tudo, é a do tempo. Ele não faz nada ser Para Sempre. Faz as coisas durarem para sempre. Para Sempre, é intensidade e não temporalidade, é o tudo no meio do nada, quebrando leis de Homens que nunca sentiram assim.
O tempo é ilusão. Tal como a proximidade. Quantas vezes se sentimos proximos de quem está longe, e longe de quem está proximo? Temos saudades de quem está ao nosso lado. Preocupamos-se com a distância fisicia, e esquecemos a psicologica.
Somos Humanos. Embora nem todos, alguns apenas. E ser Humano implica reconhecer que Para Sempre é importante, e o tempo, no fundo é argumento dos falhados.
Para Sempre.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sentieiras

Remontamos muitos séculos de história. Personalidades, acontecimentos, e lendas cruzam as ruas da Aldeia. Mas não disso que se fala. Fala-se do mérito, esforço, sentido de equipa, camaradagem, e luta que se põe em cada actividade que se faz aqui. Há quem não dê valor, nem importância. Mas é isso que importa?! Importa os factos, e para estes casos também importa comparações. Somos dos poucos sitios que tem vida para além da vida familiar, dos poucos sitios em que as pessoas, embora nem tantas vezes como gostariam, têm actividades para assim passarem de maneira diferente os dias, sem se terem de deslocar a outros sitios. Somos únicos.
E mais uma vez, fomos únicos. Entre os oito melhores do distrito de Santarém no campeonato Inatel. Uma terra que, quem passa só de passagem, e não conhece, não dá valor, e desvaloriza. Mas somos dos bons.
Dentro e fora de campo, tal como em muitas outras coisas, Sentieiras está na linha da frente. Sentieiras está em primeiro.

Parabéns a todos! Porque "Ninguém pára as Sentieiras!!"
 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Chamamentos

Com o sono prestes a declarar Guerra sobre um corpo cansado e sem força, oiço uma energia que me ordena que te deixe um último sinal de existencia, de sentimento, de pessoa.
Percorro o meu infímo pela enésima vez, e continuo  sem encontrar a brecha de inveja. Concluo então, que são ensinuações. Os adjectivos, tal como as acções, ficam com quem os diz.
E teimo em pestanejar lenta e demoradamente os olhos, e pesadamente digito as letras, silabas palavras... Tento controlar os dedos, para que não escrevam mais do que devem, levados pelo sono. Um dia, talvez, conte um história para adormecer.
Lentamente, fecho os olhos, e a real dormescência transforma-se num mundo de sonhos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Também é isto que eu acho..

"É isso que eu acho que é o amor. Quando conhecemos perfeitamente alguém, e apesar disso, não queremos mudar nada"
Jodi Picout, O Pacto

sábado, 10 de abril de 2010

Anatomia

Fiquei a conhecer a anatomia das tuas mãos. Todos os contornos, refegos, altos e baixos. Fiquei a conhecer a textura da tua pele, o macio toque que ela provoca, e até os seus impulsos nervosos, que chegavam até mim como suaves choques electricos. Percebi como é ter as mãos quentes através do calor emanado pelas tuas. E desejei conhecer mais do que as mãos.
E percebi como se faz parar o Mundo. Como se faz para nada mais importar. Como tu me fazes feliz.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Conversas Confusas

Com muita coisa sem nome. Porque nunca ninguem deu nome a isto. Ou eu nunca o ouvi, uma descrição disto com um nome a frente. Há coisas raras. Conheço muitas coisas raras. E conheço estas coisas sem nome, únicas, que me fazem ser tudo, e te fazem ser tanto.

Sem jeito, sem lógica, tal como tu me deixas

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Muito mais que-qual-quer-coisa

Muito mais que o vento, e que um gelado num quente dia de Verão. Muito mais do que chinelo no pé, que salto alto. Muito mais que sorrisos, que lágrimas. Muito mais que fruta, que doces, que salgados. Muito mais que brincadeiras ou coisas sérias, ou sérias maneiras de falar a brincar. Muito mais que balões no céu azul, que premonições de sol e de chuva.

Muito, mas muito mais, que seja o que for.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Noites e dias passam. À sempre algo que não muda. Por-do-sol atrás de por-do-sol, não muda o que sou. Tal como o por-do-sol. Mais laranja. Mais para norte ou para sul. Escondido por entre nuvens claras ou escuras, ou a mostrar ao mundo todo o seu sorriso. Nunca deixa de ser um por-do-sol.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nossa Paixão

" A razão porque doi tanto separarmo-nos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem. Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes desta, e em cada uma delas nos tenhamos reencontrado. E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos. Isto significa que esta despedida é, ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio ao que virá.

Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes com cada vida que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti, porque a tua alma e a minha têm que andar sempre juntas. E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer-nos adeus.
Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que puder para garantir que assim será, mas se nunca nos voltarmos a encontrar outra vez, e isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos, ainda noutra vida. Iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas nos amemos nesse tempo, mas por todos os tempos que tivemos antes."


Excerto do Livro de Nicholas Sparks "Diário da nossa Paixão"

domingo, 4 de abril de 2010

Primavera.
Ninguém destrói isso.
Primavera.

quarta-feira, 31 de março de 2010


Não posso adiar o amor para outro século

Não posso

Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
Que é uma arma de dois gumes
Amor e ódio

Não posso adiar
Ainda que a noite pese séculos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
Não posso adiar para outro século a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração

A. Ramos Rosa, A Mão de Água e a Mão de Fogo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma questão mental

Foi anti-natural usar escravos durante milhares de anos. Pareceu-nos imensamente esquisito (bem, talvez a palavra certa seja mais... escandaloso) quando os cientistas falaram pela primeira vez num antepassado comum entre humanos e macacos. No entanto, hoje em dia achamos normal (e até fazemos um certo ar de gozo se alguém nos vem com a conversa do Adão e Eva).
E os homens primitivos viviam em grutas. Hoje temos confortáveis casas. E ao pensarmos em como as coisas já foram, pensamos “como foi possível?”.
Não há muito tempo, as mulheres não usavam calças, andavam de lenço na cabeça e olhar vidrado no chão. Hoje, se nos cruzarmos com alguém assim, temos pena dessa pessoa.
Pensamos disto tudo, o como à algum tempo éramos retrógrados, mentes fechadas e oprimidas.
Hoje em dia fala-se de uma crise de falta de amor. E perante preconceitos, sociedades que não aprendem com os erros do passado, algumas minorias levantam a voz. E dizem aos casais Heterossexuais “Hello! Nós temos milhares contra nós, mas lutamos pelo amor que sentimos, e vocês, por causa de meia dúzia de pessoas, desistem! Vocês muitas vezes podem ter filhos e maltratam, e não querem, e abandonam. Nós queremos e não nos deixam!”
Dogma (ou não), dos casais homossexuais dizem ser pessoas mais sensíveis. Serão piores pais que os “ Pais profissionais”, tão característicos deste século, que estão com os filhos quando vêm televisão, ou quando estão no transito, ou...bem em mais lado nenhum.
Segundo o panorama geral, os homossexuais não têm nos seus requisitos para adopção (quando o fazem como pessoa individual) o conceito de “criança por catálogo”, tão presente como os casais heterossexuais.
Em causa esta uma legalidade. Uma “estúpida lei” que vai alterar só os dados do Bilhete de identidade. Quem quer adoptar, adopta!
O instinto maternal / paternal, o bichinho de querer ter uma família, não escolhe comportamentos sexuais. A falta de amor, de que tantas crianças padecem, é compensada ás vezes em “amigos imaginários”. Não é muito mais racional transportar essa necessidade de atenção para alguém, independentemente de ser homo, bi, metero, trans, ou heterossexual?
E as crianças crescem. Sem conceito de família, com técnicas a entrarem e saírem da vida delas, dormindo em beliches, sem privacidade. Sem espaço próprio. Numa instituição.
OU...
As crianças crescem. Crescem com família, e com a família dos dois papás (ou mamãs), com tios, primos, avós. Com natal e festa de anos próprios. E miminhos da família. Com um espaço seu. Em casa dos papás, que dão amor, conforto, e condições para uma vida equilibrada.
Com dezoito anos, na instituição, espera-lhes um mundo que caso não lhe seja favorável, não pressupõe a possibilidade de voltar para o lar onde cresceu.
Com dezoito anos, em casa dos pais (homossexuais) a vida está a começar. Não há contas para pagar, e pelo menos até aos trinta, não devem querer sair de lá. E os seus filhos terão o privilégio de ter avós, e tios-avós, e primos...
Dar a estas crianças / jovens o direito de ter uma família, uma infância, e uma idade adulta com condições justas, fraternas e equilibradas, implica dar / ter um modelo e uma base familiar, alguém que, aconteça o que acontecer, esteja sempre “lá” quando for preciso. Nos abra os braços e porta. E isto consegue-se com uma família. Seja ela tradicional. Ou não.
Vem depois a conversa do anti-natural. Mas também é anti-natural modificar geneticamente, sementes e poluir. E dedicarmo-nos à cultura.
Mas sobre isso ninguém se alonga, o parlamento fala, mas nos noticiários não se conquista audiência. E fazem-se conferencias que dão em nada. No entanto, isto diz respeito a todos, ao nosso planeta. Afecta saúde, ambiente, sociedade e futuro.
A homossexualidade não se pega. Não há previsões que a apontem como o factor de extinção da raça humana, nem como causa maior de infelicidade, depressões, cancros ou alergias.
Mas o homem insiste em meter o nariz na vida dos outros, e esquecer a sua própria vida.
Daqui a uns anos, tal como agora o fazemos em relação a outros assuntos, vamos sentir vontade de rir quando falarmos “do tempo em que ser homossexual era tema de jornal, ou motivo de escândalo”.
E ás tantas, em conversa com os filhos ou netos, falaremos no que os nossos avós ou pais achavam, enunciando os ridículos pensamentos que eles tinham. E esquecemo-nos que esses pensamentos também já foram nossos. E riremos desses tempos. E desses pensamentos.
E em segredo, só para nós mesmos, confessaremos o quanto fomos retrógrados, antiquados, e mesquinhos, “nesse tempo”.
 escrito para Filosofia, algures por entre o 2ºpeíodo

terça-feira, 23 de março de 2010

Sempre mais que tudo

Era um diálogo Surdo-mudo comigo mesma. Só de pensar ou ouvir referencias a ti, ficava com cócegas na barriga, e um estupido sorriso brotava da minha cara. Em divagações posteriores, entendi que era mais do que um sorriso, era a maior e melhor cara de felicidade alguma vez vista ou feita ou sentida.
Surrateiramente a tudo o que queria ou ambicionava, as coisas aconteceram. Com ou sem lógica racional, passível de ser entendida pelos Homens comuns, foi-me envolvendo uma trama, um enredo de coisas, que não passavam de coisas, comparado com tudo o transcendente os olhares e os gestos, e os beijos, mesmo aqueles trocados mentalmente.
Os murmúrios do vento, que o tempo  faz passar, são como que aneis de fogo, que não queimam nada do que transcente, nem torna mais insuportável a trama. Mas aumenta a mútua necessidade de contacto, de querer bem, perto, mais, muito, de querer parilhar, compartilhar, e descobrir,
E as cócegas aumentam. Fazem acreditar. Põe a lua na Terra, e a cabeça no teu lado. Com o resto de mim. E os silêncios fazem não saber mais...perceber tudo e nada, encarar.
Encarar a vontade de te querer. De te querer, mais e mais.

domingo, 21 de março de 2010

Definição

difícil:
adj. 2 gén.adj. 2 gén.
1. Não fácil.
2. Custoso; complicado; espinhoso.
3. Arriscado.
4. Exigente.
5. Mau.
6. Pouco provável
 
complicado:

adj.adj.
1. Difícil de resolver ou fazer.
2. Enredado.
3. Entrelaçado.
4. Envolvido (como cúmplice ou participante) num delírio
 
depois:

adv.1. Mais tarde; no sucessivo; em tempo posterior.
2. Em seguida.
3. Mais além; mais longe.
4. Logo a seguir.
5. Mais abaixo; em lugar secundário ou inferior.
6. Além disso.


(e nem assim, consultando o dicionário, percebi o que quer que fosse!)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Matematicando..

Pela primeira vez vou falar mesmo de mim. Não devia. O teste de matemática está muito perto. Os exercícios chamam silênciosos, invocando argumentos mudos, por mim. No entanto, apetece-me escrever. E comecei numa das muitas folhas meio usadas dos meus cadernos de aulas, e entrecruzei-me com outras coisas já escritas. E pensei "não vou gastar papel! Vou escrever noutro sitio!" e vi parar aqui. Escrever num sitio que não é um diário, mas que pode ser um "indicador de estado de espirito". E hoje é este o meu estado de espirito. De sitio, devo dizer. Apetece-me dizer o que o não devo, fazer o que não devo, escrever o que não devo (o pelo menos que não apresenta muita coerência).
E estou a libertar, então estes "não dever" todos. Normalmente não é assim. Comigo não costuma haver "não devo". Sempre faço muito tudo ao meu jeito, sem por muito em causa os preconceitos pré-feitos por este Mundo, e regindo-me muito pelo que eu sou. Mas nunca esqueço a dimensão dos outros. Alguém disse "a minha liberdade começa onde a do outro acaba". Isto é bom, mas também é mau. Sou um bocadinho (grande) respondona, chegam-me a chamar de "mal educada". Mas isso também faz com que toda a gente saiba o que penso, e o que acho. E que não me preocupe com certas superficialidades, ou que me preocupe em demais com elas. Mas também sei ter uma boa discussão, e fundamentar ideias e opiniões. Mesmo que as palavras "saiam" sem dar por elas, são verdadeiras, e sentidas. Bem fundamentadas dentro do meu "eu".
é por isto que fico em "estado de sitio" quando sei bem o que falta, ou quando não sei bem com o que conto, mesmo tendo tudo muito arrumado em mim.
E é por isso também, que vou estudar. Maldita matemática !